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4 dicas para quem quer começar a pintar

Esse é um hábito que, quando não é estimulado desde a infância ou praticado com frequência, costuma se perder com o tempo

Por Redação Bravo!
6 fev 2026, 09h00 • Atualizado em 9 fev 2026, 22h30
Antes de pensar em técnica ou resultado, foque no gesto. Pegue papel e lápis (ou caneta, carvão, o que tiver por perto) e desenhe sem se preocupar em corrigir.
Antes de pensar em técnica ou resultado, foque no gesto. Pegue papel e lápis (ou caneta, carvão, o que tiver por perto) e desenhe sem se preocupar em corrigir.  (Foto de MESSALA CIULLA/PEXELS/reprodução)
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  • Por qualquer motivo, talvez você nunca tenha exercitado uma das práticas criativas mais acessíveis que existem: o desenho. Esse é um hábito que, quando não é estimulado desde a infância ou praticado com frequência, costuma se perder com o tempo. Curiosamente, é raro ouvir alguém dizer que não gosta de desenhar. O mais comum é escutar que a pessoa “não sabe por onde começar”, que “não leva jeito” ou que sente vergonha de produzir algo que pareça infantil.

    No fundo, desenhar — e depois pintar — envolve exposição. É quase como cantar em público: a gente mostra inseguranças, fragilidades, sensibilidade. E isso pode intimidar. O problema é quando o constrangimento fala mais alto do que a curiosidade. Porque é justamente dessa curiosidade que nascem o prazer e a descoberta.  

    Como acreditamos na expressão criativa para além do medo de errar, reunimos algumas dicas simples que podem ajudar você a transformar o desenho e a pintura em um novo hobby. Ou, quem sabe, em uma paixão duradoura.

    Comece pelos traços livres

    Antes de pensar em técnica ou resultado, foque no gesto. Pegue papel e lápis (ou caneta, carvão, o que tiver por perto) e desenhe sem se preocupar em corrigir. Faça linhas soltas, rabiscos, formas aleatórias. Deixe a mão conduzir.

    Se preferir, copie uma imagem simples: um objeto da casa, uma planta, uma foto. Não pense nisso como “cola”, mas um treino de observação. Essa etapa é fundamental para criar familiaridade com o traço, perder a rigidez e ganhar confiança. Não há certo ou errado. 

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    Transformar isso em rotina ajuda muito, nem que sejam dez minutos por dia.

    Experimente materiais diferentes

    Quando o desenho começar a ficar mais confortável, explore novas possibilidades. Teste lápis de cor, canetinhas, giz pastel, aquarela, tinta acrílica. Cada material tem um comportamento próprio e pode abrir caminhos inesperados.

    Uma boa porta de entrada é colorir imagens já prontas ou trabalhar sobre esboços simples. Assim, você treina cor, textura e composição sem a pressão de “inventar” tudo do zero. Aos poucos, as ideias começam a surgir naturalmente.

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    Busque referências e estude

    O estudo alimenta o interesse e amplia o repertório. Olhar o trabalho de outros artistas — de pinturas a óleo a ilustrações em estilo cartum, de quadrinhos a aquarelas contemporâneas — ajuda a entender o que te atrai visualmente.

    Pergunte-se: o que gosto aqui? As cores? O traço? O tema? A atmosfera?

    Esse exercício afina o olhar. Seguir tutoriais, fazer cursos online ou planejar um estudo semanal pode dar mais estrutura ao aprendizado e transformar a prática em um compromisso mais consistente.

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    Torne a prática coletiva

    Criar junto pode ser libertador. Reunir amigos para desenhar, participar de grupos de estudo ou frequentar encontros de desenho ao vivo (como sessões de modelo vivo ou urban sketching) ajuda a trocar experiências e diminuir a autocobrança.

    Quando você percebe que todo mundo está aprendendo, errando e testando, o processo fica mais leve e divertido. E, sejamos sinceros, passamos menos tempo on-line. 

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