MASP exibe documentário inédito de Janaina Wagner sobre a Transamazônica
A obra será exibida em uma nova mostra que marca o início do ano temático do Museu, "Histórias da Ecologia", que explora questões ambientais através da arte

Os documentários experimentais de Janaina Wagner serão o tema da nova exposição do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), Sala de Vídeo: Janaina Wagner, que será inaugurada em 7 de fevereiro. Com curadoria de Leandro Muniz, a mostra apresentará três obras da artista, todas produzidas na Amazônia: Curupira e a máquina do destino (2021), Quebrante (2024) e a estreia de Quando o segundo sol chegar / um cometa nos teus olhos (2025).
“A obra de Janaína Wagner se apropria de figuras mitológicas e folclóricas para tratar de conflitos reais, como o caso da Curupira. A personagem carrega simbolismos profundos, como os pés virados para trás, que caminham para frente, uma imagem que, no trabalho de Wagner, sugere as contradições do desenvolvimento predatório”, destaca o curador.

Quando o segundo sol chegar / Um cometa nos teus olhos, 2025
Vídeo HD, 15’
Direção, roteiro, direção de arte, produção e produção executiva: Janaina Wagner
Montagem: Yuyan Wang e Janaina Wagner
Fotografia: Victor De Melo
Produção local e assistência: Yuri Firmeza
Efeitos especiais: Carlos Henrique Soares e Janaina Wagner
Trilha sonora original: Carla Boregas
Montagem de som: Ricardo Zollner
Revisão de textos: Daniel Lühmann
Cortesia da artista
Apoio Centro Cultural Do Cariri, Associação Cultural Videobrasil e Sursock Museum
Quando o segundo sol chegar / um cometa nos teus olhos é uma livre adaptação de Autobiografia do Vermelho (2021), de Anne Carson, O Deslumbramento de Lol V. Stein (1964), de Marguerite Duras, e de Spiral Jetty (1970), de Robert Smithson. (Janaina Wagner / MASP/divulgação)
A obra que encerra a trilogia documental, Quando o segundo sol chegar / um cometa nos teus olhos, é uma livre adaptação de Autobiografia do Vermelho (Anne Carson) e O Deslumbramento de Lol V. Stein (Marguerite Duras). Ao incorporar elementos do cinema e da história da arte, a obra propõe uma reflexão sobre a crise climática e sugere a aproximação de um segundo sol. Nele, a artista conclui sua pesquisa dedicada às consequências causadas pela criação da Rodovia Transamazônica.

Quebrante, 2024
Vídeo HD, 23’
Direção, roteiro e direção de arte, filmagem 16mm e intervenção sobre película, produção e produção executiva: Janaina Wagner
Montagem: Yuyan Wang e Janaina Wagner
Fotografia: Lucas Barbi
Produção local: Beatriz Morbach
Som direto: Rafael Bordalo
Trilha sonora original: Carla Boregas
Montagem de som: Ricardo Zollner
Consultoria 16mm: Santiago Bonilla
Revisão de textos: Daniel Lühmann
Cortesia da artista
Quebrante foi contemplado pelo Edital PROAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa Governo do Estado de São Paulo
Apoio Luzes Na Escuridão, Grupo Espeleológico Erismar Silva (GEES), Associação Cultural Videobrasil e Coleção Moraes Barbosa (CMB)
Quebrante é livremente inspirado em The Truly Underground Cinema (1971), de Robert Smithson, e em The Very Eye Of The Night (1958), de Maya Deren (Janaina Wagner / MASP/divulgação)
Wagner já explorou, em outros projetos, o uso de símbolos do universo mitológico para expandir a visão sobre questões sociais e ambientais. Em Curupira e a máquina do destino (2021), por exemplo, ela imagina o encontro entre o Curupira e o fantasma de Iracema.
A exposição abre o novo ano temático do MASP, dedicado às Histórias da Ecologia, trazendo uma série de exposições, seminários, palestras e outras atividades voltadas para a crise climática e as relações do ser humano com o meio ambiente.

Curupira e a máquina do destino, 2021
Vídeo HD, 25’
Direção, roteiro, produção executiva e direção de arte: Janaina Wagner
Montagem: Yuyan Wang e Janaina Wagner
Fotografia: Carine Wallauer
Som direto: Maru Santos
Produção local: Carolina Gesser e Christyann Ritse
Assistência de fotografia: Christyann Ritse
Modelização 3d: Felipe Meres
Montagem de som: Yannick Delmaire e Thomas Pichon
Cortesia da artista
Produzido por Le Fresnoy-studio national des arts contemporains com acompanhamento artístico de João Pedro Rodrigues e Emanuele Coccia
Apoio Casa Do Rio e Rede Transdisciplinar Da Amazônia (RETA)
Curupira e a máquina do destino é uma sequência imaginativa do filme Iracema (1974), uma Transa Amazônica de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Janaina Wagner / MASP/divulgação)
Durante o ano, a série Sala de Vídeo trará ainda produções de artistas como Inuk Silis Høegh (de 11.4 — 1.6.25), Tania Ximena (22.8 — 28.9.25), Emilija Škarnulytè (10.10 — 23.11.25), Maya Watanabe (5.12 — 25.1.26) e o projeto Vídeo nas Aldeias (13.6 — 10.8.25), que exibe registros feitos por povos indígenas.
Serviço:
MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista
De 7 de fevereiro a 30 de março de 2025. Terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h); fechado às segundas.
Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)