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Pinky Wainer denuncia ganância de bilionários em nova exposição

Em cartaz no Projeto Vênus, a mostra é um manifesto artístico contra o poder e o privilégio de homens brancos bilionários

Por Redação Bravo!
27 nov 2024, 09h00 • Atualizado em 28 nov 2024, 13h14
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Pinky Wainer que abriu exposição no dia 23/11 no Projeto Vênus (Roberto Setton/divulgação)
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  • Em cartaz em São Paulo, a mais recente exposição de Pinky Wainer apresenta uma série de grandes pinturas que investigam o poder e o privilégio de homens brancos bilionários. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra integra o Projeto Vênus, um espaço artístico localizado no centro da cidade que promove a interação com a arte contemporânea brasileira, enfatizando a representação de jovens artistas locais.

    Entre os personagens explorados nas obras de Wainer estão figuras emblemáticas como o Barão Hans Heinrich von Thyssen-Bornemisza e uma alegoria inspirada em Vladimir Putin, utilizadas para refletir sobre o poder masculino e suas implicações. As sete telas da exposição abordam temas como violência e acúmulo de riquezas, expondo as tensões entre privilégio, exploração e crise global. “São eles os responsáveis pelo que está acontecendo conosco”, afirma a artista, referindo-se às guerras e à emergência climática.

    A série marca uma transição estilística na trajetória de Pinky Wainer, que migra da aquarela para a tinta acrílica em grandes formatos, sem abrir mão da estética inacabada característica de sua obra. “Pintei com a liberdade com que pinto aquarela. Aprendi a entender que meu trabalho é inacabado sempre”, comenta Wainer, destacando a evolução técnica que acompanha suas reflexões críticas.

    Confira alguns destaques da exposição:

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    Gun Maker, Pinky Wainer (Bruno Leão/divulgação)
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    Gun Maker
    A obra traz a figura do Barão Hans Heinrich von Thyssen-Bornemisza, renomado colecionador e herdeiro de uma família que fornecia aço ao exército de Hitler. “Foi o primeiro a ganhar um escrito. A pintura estava pronta e me deu raiva. Donos de minas de ferro? Nãoo! Responsáveis pelas armas que matam.”, declara Wainer.

    Pinky Wainer, Fase 5 - 05
    Pinky Wainer, Fase 5 – 05, 2024 (Bruno Leão/divulgação)

    Run, Baby, Run
    Nesta obra, a artista intensifica sua crítica ao omitir completamente a figura humana. O fundo, anteriormente pálido, é agora preenchido por cores intensas e dramáticas, criando uma atmosfera de tensão. A cena é dominada por uma revoada de helicópteros, uma referência ao icônico filme Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola, que simboliza a insanidade da guerra.

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    Fase 5 – 05, 2024. Acrílica, grafite e pastel seco sobre tela (Bruno Leão/divulgação)

    War Makers
    Aqui, dois homens são representados em meio a uma acusação explícita: eles seriam financiadores de guerras. “Os banqueiros de sempre, por trás de todos os conflitos. Elegantes, corteses, inacabados. E com olhares idênticos aos de lobos”, descreve a artista, apontando para a relação entre poder financeiro e destruição.

    Projeto Vênus

    Travessa Dona Paula, 134, Higienópolis
    Até 21/12. Horários: Terça a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 11h às 17h
    Entrada gratuita

     

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