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Um enigma chamado viral

Por Bravo
8 ago 2017, 11h19 • Atualizado em 22 set 2022, 12h29
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  • Algumas sugestões para bombar na rede com essa coisa que todo mundo entende, mas ninguém compreende

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    “Devoro-te”

    Por Carlos Castelo

    Se tem uma coisa que todo mundo entende mas ninguém compreende é o viral. Ele é, de longe, a peça-chave de todo um novo modo de fazer comunicação. E, por incrível que pareça, ninguém possui a fórmula secreta de como criar um que bombe.

    O que nos leva a concluir que o viral é uma espécie de esfinge: “decifra-me ou devoro-te”. Ou um Santo Graal do século 21. Montes de templários do marketing se matam para encontrá-lo e tirar lucros dele. Só que, quando isso acontece, aquele viral não era o Santo, muito menos o Graal.

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    Teóricos do mundo digital todo dia cospem formulações para quem quer fazer virais 100% garantidos. Alguns chegam a deitar regras didáticas. Uma das mais conhecidas é a de que o bom viral é aquele que pode ser facilmente parodiado e, consequentemente, replicável pela Grande Rede em milhares de variações sobre o mesmo tema.

    Contudo, nem mesmo essa cláusula pode ser considerada pétrea num universo randômico como o dos virais. Afinal, se fazer paródia fosse sinal de sucesso, o Zé Ramalho seria o Bob Dylan e não o inverso.

    Na tentativa de achar um denominador comum e colaborar para achar uma saída a tão intricado tema, agrupei virais bem sucedidos numa lista abaixo. Escolha o seu favorito e, como é tão comum na internet brasileira, “kibe” a ideia sem nenhum problema de consciência. Internet, por aqui, é o símile do país: uma terra de ninguém.

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    • Anões. O lançamento de trampolins, canhões ou números de trapézio com prejudicados verticais costuma trazer um ótimo retorno. E impactante e o custo do cachê do modelo é baixo.
    • Juntar um acidente grave com humor. Por exemplo, um avião caindo, matando todos os passageiros, mas a queda em si trazer algum elemento hilário.
    • Animais diversos fazendo papel de humanos. Ou vice-versa, o que é mais fácil de produzir e o resultado tem mais verossimilhança.
    • Dublar cenas de filmes clássicos trocando as falas originais por palavras de baixíssimo calão.
    • Legendar videoclipes de popstars com letreiros ofensivos e cheios de palavrões.
    • Bonequinhos Lego simulando sexo “hardcore” em cenário doméstico.
    • Qualquer viral que traga tags com as palavras: pedofilia, coroinha, papa Francisco, corrupção e calças semibaggy.
    • Videoclipes trash com cantores de bolero, Dispacito ou, em casos extremos, rebolation.
    • Bebês. Falando muito e ininterruptamente em uma língua própria, cantando ou interpretando músicas estúpidas de adultos.
    • Um boneco tosco do presidente da república dançando de um jeito mecânico e cantando alguma canção infame.
    • Gatos ficando de pé.
    • Gatos se deitando.
    • Gatos deitados tentando ficar de pé.
    • Gafes de programas de gastronomia.

    E, se nada disso funcionar, há uma saída desesperada para um viral bombar: usar um gago.

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