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OLÁ,

Relembre o legado do cineasta David Lynch, que morreu aos 78 anos

David Lynch transformou o cinema ao combinar narrativas experimentais e elementos surreais com o apelo do mainstream

Por Redação Bravo!
Atualizado em 20 jan 2025, 15h00 - Publicado em 16 jan 2025, 15h57
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David Lynch em cena do documentário "David Lynch: The art life" de 2016 (Imdb/reprodução)
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Faleceu hoje, aos 78 anos, o aclamado cineasta e roteirista estadunidense David Lynch. O anúncio foi feito por sua família em uma publicação no Facebook: “Agora há um grande vazio no mundo, já que ele não está mais entre nós. Mas, como ele diria: ‘Foque no donut e não no buraco.’”

A causa da morte não foi divulgada, mas Lynch havia revelado no ano passado que sofria de enfisema pulmonar debilitante, decorrente de décadas de tabagismo, o que o obrigava a utilizar um tanque de oxigênio diariamente.

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(imdb/reprodução)

Nascido em Missoula, Montana, em 1946, David Lynch transformou o cinema ao combinar narrativas experimentais e elementos surreais com o apelo do mainstream. Sua carreira começou como estudante de arte, onde desenvolveu curtas experimentais até lançar, em 1977, seu primeiro longa-metragem, Eraserhead. O filme, inicialmente recebido com estranhamento, tornou-se um sucesso cult e pavimentou o caminho para uma trajetória marcada pela ousadia estética.

Na década de 1980, Lynch dirigiu o celebrado O Homem Elefante (The Elephant Man), uma obra que conquistou oito indicações ao Oscar e solidificou seu nome em Hollywood. Ele também deixou sua marca com filmes como Duna, Veludo Azul (Blue Velvet), Coração Selvagem (Wild at Heart), que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1990, e Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), sendo este último considerado uma das maiores realizações do cinema contemporâneo e lhe rendendo uma indicação ao Oscar de melhor direção.

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Lynch também inovou na televisão com a série Twin Peaks, que redefiniu os limites do formato ao misturar drama, terror psicológico, mistério e surrealismo. Lançada em 1990, a série foi um fenômeno cultural, gerando uma continuação décadas depois, em 2017.

Além de cineasta, Lynch explorou outras formas de expressão artística, como pintura, música e fotografia. Também foi um defensor apaixonado da meditação transcendental, fundando a David Lynch Foundation em 2005 para promover a prática como ferramenta de bem-estar e paz mundial.

Sua estética, marcada por uma fusão de realismo perturbador e imaginação onírica, redefiniu o papel do cineasta como autor. Em 2020, recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra, reconhecendo sua contribuição inestimável para a arte cinematográfica.

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Embora tenha reduzido sua produção nos últimos anos, David Lynch deixa um legado indelével, influenciando gerações de artistas e reafirmando o poder do cinema.

 

 

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