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Um guia possível para recuperar o prazer da leitura

Vem com a gente para um pequeno chacoalhão literário, sem sofrimento, do jeito certo de começar o ano

Por Humberto Maruchel
2 jan 2026, 09h00 •
mulher lendo
Imagem ilustrativa de uma mulher lendo na janela (Freepik/reprodução)
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  • Virada de ano, energia renovada. Por isso, hoje não vamos pegar leve com você. Se chegou até aqui, é porque talvez esteja precisando de um empurrãozinho e de alguma motivação extra. Então vamos vestir a fantasia de coach literário para te fazer voltar ao jogo das palavras. Tomara que funcione.

    Se você sente que anda enferrujado na leitura e que 2025 foi, digamos, uma catástrofe nesse sentido, fique tranquilo. Acontece. E estamos aqui justamente para ajudar. Então, mãos à obra.

    Antes de tudo, desacelere

    Vamos partir do princípio de que você está tirando alguns dias de descanso no fim do ano. Seja viajando, festejando ou simplesmente não fazendo nada, o que já é ótimo. Este não é o momento de pensar em metas para 2026 ou em listas mirabolantes. Use esse tempo para relaxar de verdade. Organização vem depois.

    Vá com calma, sempre

    O objetivo é simples: ler mais. Para isso, vale fazer um balanço honesto. Quantos livros você leu no último ano? Quais experiências foram prazerosas? Em quais leituras tudo empacou?

    Tente identificar o ponto da ruptura. Falta de tempo? Cansaço acumulado? Desinteresse pelo livro escolhido? Excesso de celular? A resposta costuma aparecer rápido.

    Se o problema foi tempo, redesenhe a rotina

    Se a leitura ficou de fora por falta de tempo, observe onde ela poderia entrar. Dez minutos antes de dormir, meia hora no transporte, um intervalo no meio da tarde. Anote isso. Escrever ajuda a transformar intenção em hábito e aumenta as chances de você lembrar disso depois.

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    Se foi falta de interesse, repense a curadoria

    Agora, se o problema foi desinteresse, o caminho é outro. Invista mais tempo escolhendo o próximo livro e evite comprar vários de uma vez. Comece por um autor com quem você já tem afinidade ou por uma narrativa que realmente desperte curiosidade.

    Por algum motivo ainda pouco explicado, Stephen King costuma funcionar para leitores muito diferentes entre si. É só um exemplo, mas ajuda a ilustrar um ponto: livros que prendem a atenção facilitam o retorno ao hábito. O primeiro é sempre o mais difícil. Depois que o prazer volta, o efeito dominó costuma acontecer.

    Um livro e um dia de cada vez

    Lembre do princípio do love bombing: tudo que começa intenso demais tende a se esgotar rápido. Nada de prometer um livro por semana ou 50 páginas por dia logo de saída. Vá com calma. Um livro de cada vez. Um dia de leitura por vez.

    O grande vilão atende pelo nome de celular

    Aqui chegamos ao ponto mais delicado. Se existisse uma solução mágica, alguém já teria ficado milionário com ela (puxa, que sonho). Mas alguns testes ajudam.

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    Reserve um período mais longo, uma ou duas horas, e vá para um café ou outro lugar sem o celular, ou deixe-o em modo avião, fora do alcance da mão e da vista. Veja quanto tempo consegue se manter na leitura. No começo, vai ser difícil. Estabeleça pequenos limites para as redes, cinco minutos, por exemplo, e volte ao livro.

    Se mesmo assim a resistência for enorme, vale considerar que o problema talvez não seja o celular, mas o livro escolhido.

    Para fechar

    Ler não é competição, nem castigo. É prática, ritmo e prazer. Se em algum momento a leitura virou obrigação: respire e volte a organizar novamente. Com menos cobrança e mais curiosidade, o hábito tende a encontrar seu lugar de novo. E quando isso acontece, o resto flui. Assim, esperamos.

     

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