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4 cenas de ‘O Agente Secreto’ que representam a sensação do brasileiro pós-Oscar

Com quatro indicações, filme brasileiro saiu sem estatuetas

Por Redação Bravo! 17 mar 2026, 07h00 •
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Tânia Maria em "O agente secreto" (Victor Jucá/divulgação)
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  • A gente sabe: a ressaca pós-Oscar é real e hoje o brasileiro acordou com aquele sentimento de “rindo de nervoso”. Depois de muita expectativa e torcida, saímos da cerimônia sem as quatro estatuetas, mas com a certeza de que os grupos no Whatsapp nunca esteviram tão unidos na indignação.

    Para lidar com essa “quase” vitória sem perder o humor, nada melhor do que a sabedoria de quem entende de paciência e de como as coisas funcionam por aqui. Recrutamos Dona Sebastiana, de O Agente Secreto, para traduzir em cinco cenas momentos que representam parte do sentimento de só quem é brasileiro entende.

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    (reprodução/reprodução)

     

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    (Reprodução/reprodução)

     

     

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    (Reprodução/reprodução)

     

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    (Reprodução/reprodução)

    Dirigido por Kleber Mendonça Filho, ‘O Agente Secreto’ é um thriller político ambientado no Recife de 1977, durante a ditadura militar. Wagner Moura dá vida ao personagem Marcelo, um professor universitário que foge de São Paulo para reencontrar o filho e acaba envolvido em uma teia de vigilância e perseguição. O elenco reúne Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Thomás Aquino, além do veterano alemão Udo Kier.

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    Mas a grande revelação é Tânia Maria: uma artesã potiguar de 79 anos, que havia aparecido apenas em Bacurau como figurante, que vive Dona Sebastiana com uma naturalidade que conquistou o público. O filme acumulou quatro indicações ao Oscar (Melhor Filme, Filme Internacional, Ator e Elenco), venceu dois Globos de Ouro e os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator em Cannes.

    No fim, a sabedoria de Dona Sebastiana nos ensina que o reconhecimento pode não vir na forma de uma estatueta dourada, mas na certeza de que a nossa história é forte o suficiente para ser contada, e lembrada. E concorrer com os grandes, no Brasil de hoje, já é uma vitória e tanto.

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