MAM Rio mostra a versatilidade de Rubem Valentim em 180 obras
Exposição percorre toda a carreira do artista baiano e evidencia a amplitude de sua produção
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) exibe, até 2 de agosto, uma exposição panorâmica de Rubem Valentim (1922 – 1991), com cerca de 180 obras que abrangem todas as cinco décadas de produção do artista de Salvador.
Desenvolvida em colaboração com o MAM Bahia, Rubem Valentim: A Ordem do Sensível tem obras do acervo de ambas as instituições, além de coleções públicas e privadas de diferentes regiões do Brasil, ocupando o Salão Monumental do museu carioca. A curadoria é de Raquel Barreto e Phelipe Rezende.
O que está em cartaz
Reunindo pinturas, relevos e esculturas, a mostra evidencia a amplitude da produção do artista baiano. Valentim construiu uma linguagem singular ao articular geometria, cor e sistemas simbólicos oriundos de matrizes culturais afro-brasileiras e indígenas. Em suas obras, forma e significado são indissociáveis.
A exposição está organizada em cinco núcleos que correspondem às cidades que marcaram sua trajetória. Ele começou sua carreira ainda em Salvador, onde desenvolveu suas primeiras experiências a partir da observação do cotidiano e estudou intensamente a arte moderna europeia, com especial atenção a Cézanne, Modigliani, Matisse, Braque, Picasso, Chagall e Klee. Desse período, há pinturas inspiradas em obras do francês Paul Cézanne.
Em 1957, Valentim se muda para o Rio de Janeiro, onde conquista projeção nacional. Passou uma temporada em Roma, entre 1963 e 1966, quando intensificou a verticalização de suas composições. Quando voltou ao Brasil, se fixou em Brasília, onde expandiu sua prática para o campo tridimensional e realizou alguns de seus trabalhos mais emblemáticos, como os objetos-emblemas e os relevos, alguns presentes na exposição.
É dessa época um dos destaques da mostra, a instalação Templo de Oxalá, composta por vinte estruturas totêmicas feitas de madeira compensada e pintadas de tinta acrílica branca – na cultura iorubá, o branco remete a Oxalá. A obra foi criada para a 14ª Bienal de São Paulo, em 1977, e apresentada novamente na 35ª Bienal, em 2023, e sintetiza o trabalho plástico e simbólico do artista.
Rubem Valentim viveu seus últimos anos de vida entre Brasília e São Paulo, consolidando sua produção artística. Dessa época, o MAM Rio exibe uma série de serigrafias, de 1987.
Rubem Valentim: A Ordem do Sensível
Até 2 de agosto de 2026.
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro | Avenida Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro – RJ.
Quarta a domingo e feriados, das 10h às 18h. Aos domingos, das 10h às 11h, visitação exclusiva para pessoas com deficiência intelectual. Fechado às segundas e terças.
Ingressos: Grátis, em mam.rio