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A nova e monumental obra permanente do Masp, de Beatriz Milhazes

Museu inaugura novo espaço subterrâneo, que conecta seus dois edifícios

Por Ana Mércia Brandão 9 set 2026, 11h41 | Atualizado em 9 set 2026, 11h41
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A passagem subterrânea do Masp (Eduardo Ortega/divulgação)
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O Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugura, nesta sexta-feira (11), uma passagem subterrânea que vai conectar seus dois edifícios. O espaço é ocupado por uma pintura imersiva feita por Beatriz Milhazes especialmente para o museu.

A passagem permite que o público percorra a programação do museu de forma contínua, ao conectar o edifício Lina – prédio original do Masp projetado por Lina Bo Bardi – e o Pietro – segundo espaço do museu, inaugurado em 2025. O escritório METRO Arquitetos Associados, o mesmo que projetou o anexo, lidera o projeto arquitetônico.

Com 50 metros de extensão, 5 metros de largura e 2,5 metros de altura, o Masp afirma que o espaço também amplia as possibilidades de operação do museu ao viabilizar o deslocamento seguro e eficiente de obras de arte, equipamentos e equipes técnicas, em conformidade com padrões internacionais.

Desenvolvida desde 2019, a construção da conexão foi dividida em seis etapas e envolveu estudos técnicos e aprovações de órgãos como o Iphan, o Metrô de São Paulo, a CET e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras. Iniciadas em 2023, as obras incluíram o remanejamento das redes de infraestrutura de concessionárias de água e esgoto, energia e telefonia, escavações e recomposição da calçada.

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Como é a obra de Beatriz Milhazes na passagem subterrânea do Masp

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Pintura de grande escala de Beatriz Milhazes no Masp (Eduardo Ortega/divulgação)

A obra Pietrolina tem 98 metros, sendo composta por uma pintura de 60 metros lineares paralela a diversos elementos reflexivos posicionados em uma parede de 38 metros, acompanhando o percurso do visitante. O título homenageia o casal fundador, Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi.

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O trabalho teve início com um desenho e, posteriormente, passou por um estudo cromático que resultou em uma paleta de 33 tintas acrílicas selecionadas com precisão para reproduzir as cores da concepção original. 

A composição segue o estilo da celebrada artista carioca, caracterizado pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais, e remete ao ritmo e à sucessão de elementos característicos dos desfiles de carnaval. Foram dois anos de elaboração do projeto e três meses de trabalhos dentro da passagem.

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O mural estabelece um diálogo com a obra Avenida Paulista (2020), da artista, doada ao acervo do MASP por ocasião da retrospectiva homônima dedicada a ela no museu. A mostra reuniu mais de 170 obras e foi a maior exposição panorâmica já realizada sobre a trajetória de Milhazes. Alguns pontos do túnel foram pintados com o “Azul Beatriz” (como chama a equipe do museu), tom de azul marcante da exposição panorâmica.

Reconhecida internacionalmente, Milhazes realizou intervenções que dialogam com a arquitetura de espaços como a Ópera de Viena, na Áustria; o restaurante da Tate Modern e a estação de metrô Gloucester Road, em Londres.

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Pietrolina tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do Masp, e Amanda Carneiro.

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