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Morre o artista plástico Caio Borges, aos 52 anos; confira trajetória

Artista era representado pela galeria paulistana Pórtico e tratava dos direitos queer em suas obras

Por Ana Mércia Brandão 17 out 2026, 08h00
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O artista Caio Borges em 2025 (Tata Barreto/divulgação)
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O artista plástico Caio Borges morreu aos 52 anos em São Paulo. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (16) em comunicado pela Galeria Pórtico, que representava o artista. A causa da morte não foi revelada.

“É com profundo pesar que os colaboradores da Galeria Pórtico recebem a notícia do falecimento do artista Caio Borges. Neste momento de tristeza, expressamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele e acompanhar sua trajetória. Todos os colaboradores da Galeria Pórtico se solidarizam com seus entes queridos e desejam força e conforto para enfrentar esta irreparável perda. Nossos mais sinceros sentimentos”, diz a nota.

Sua última exposição foi justamente a coletiva de abertura do novo espaço da Pórtico, na Travessa Dona Paula, em São Paulo, intitulada O Desencaixar das Coisas, que ocorreu entre 13 de dezembro de 2025 e 20 de fevereiro de 2026.

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Caio nasceu em 1974, em São Paulo, onde vivia e trabalhava. Em 1998, obteve bacharelado e licenciatura em educação artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e, em 2006, pós-graduação lato sensu em imagem e styling de moda pelo Senac São Paulo.

Desenvolveu carreira em ilustração editorial e publicitária e era colaborador da revista Piauí há mais de uma década, tendo ilustrado edições da revista. Suas ilustrações podem ser vistas também no livro De A a Z, Eróticas (Laranja Original, 2016), de Sheila Hafez.

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Em sua prática artística, Caio tensionava as fronteiras entre desenho e pintura, lançando mão de referências midiáticas e da pop art para abordar questões críticas ao patriarcado e a discriminação da população LGBTQIA+.

“Lembrado por colegas e amigos pela gentileza e pelo sorriso, construiu uma obra entre o desenho e a pintura que tratou de memória, sexualidade e identidade queer com ironia e ludicidade”, lamentou em nota a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact).

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