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Maior retrospectiva de Vik Muniz chega ao CCBB Rio com obras inéditas

Exposição já foi visitada por mais de 150 mil pessoas pelo Brasil e incorpora novos trabalhos do artista na temporada carioca

Por Ana Mércia Brandão 19 Maio 2026, 19h03
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'Museu Nacional' (2019), da série 'Museu de Cinzas' (Divulgação/divulgação)
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A maior retrospectiva de Vik Muniz inaugura nesta quarta-feira (20), no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). Com curadoria de Daniel Rangel, Vik Muniz – A Olho Nu reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.

Após acumular mais de 150 mil visitantes em passagens pelo Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, a mostra chega ao Rio de Janeiro acrescida de cerca de vinte trabalhos, dos quais cinco são inéditos.

Homem de meia-idade, cabelo grisalho, sorrindo e com os braços cruzados, vestindo camisa branca e calça jeans, em frente a uma pintura abstrata colorida com tons de laranja e verde
Vik Muniz (Ytallo Barreto/divulgação)

Eles fazem parte de algumas das seis novas séries exibidas na exposição em relação às cidades anteriores. De Veículos Mnemônicos (2014/2026), é mostrada pela primeira vez no Brasil, logo na entrada da exposição, a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), produzida em Turim, na Itália. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik tinha na infância. A transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em obras monumentais é um dos eixos da mostra.

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Flying Dutchman, da série Relicário: obra inédita (Divulgação/divulgação)
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A Olho Nu reúne não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos com que começou sua produção, de 1987 até 2026.

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‘Família’ (2026) (Divulgação/divulgação)

Da série Verso (2008/2012), estão presentes três obras: Verso (Abaporu) (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (Malba), na Argentina; Verso (Gioconda) (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e Verso (Noite Estrelada) (2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA. Para as obras, Vik fotografou a parte de trás de famosas obras de arte em museus.

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Museu de Cinzas (2019/2026) é inspirada no incêndio que abateu o Museu Nacional, no RJ, em 2018.  Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Tropeognathusmesembrinus (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas, é uma obra inédita da série exibida em A Olho Nu. Ela estará suspensa no teto do CCBB.

Museu Nacional do Rio de Janeiro reabre suas portas

Família, da série Álbum, revela um retrato de Vik na infância, junto de seus pais. No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz. O artista paulistano tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador e, para compor suas obras, apropria-se de imagens da cultura e de materiais como açúcar, feijão, chocolate e até lixo.

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Serviço

Vik Muniz – A Olho Nu

Até 7 de setembro de 2026

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CCBB RJ | Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro-RJ   

Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças

Ingresso: Gratuito

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