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Em mais de 80 anos, apenas três mulheres venceram o Globo de Ouro de Melhor Direção

A primeira vitória feminina veio apenas em 1983, quase 40 anos após a criação do prêmio, quando Barbra Streisand foi consagrada por Yentl

Por Humberto Maruchel
12 jan 2026, 13h58 •
Chloé Zhao, diretora de Hamnet.
Chloé Zhao, diretora de Hamnet. (Jay L. Clendenin / Los Angeles Times)/reprodução)
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  • Desde sua primeira edição, em 1944, o Globo de Ouro — uma das principais premiações da indústria audiovisual — carrega um histórico desigual no reconhecimento de profissionais do cinema. Passadas mais de oito décadas, apenas três mulheres venceram o prêmio de Melhor Direção, um dado que expõe a dificuldade de reconhecimento feminino em uma das categorias centrais da cerimônia.

    A primeira vitória feminina veio apenas em 1983, quase 40 anos após a criação do prêmio, quando Barbra Streisand foi consagrada por Yentl. Atriz, cantora e diretora, Streisand tornou-se um marco isolado em uma lista dominada por homens.

    Foram necessárias mais quase quatro décadas até que uma segunda mulher fosse premiada: Chloé Zhao, vencedora em 2020 por Nomadland. E neste ano, Zhao voltou a disputar a categoria com Hamnet, sendo a única mulher entre os indicados. Embora não tenha levado o troféu de direção — concedido a Paul Thomas Anderson —, venceu o prêmio de Melhor Filme de Drama.

    A terceira e mais recente diretora reconhecida foi Jane Campion, em 2021, por Ataque dos Cães (The Power of the Dog). Desde então, nenhuma outra mulher voltou a vencer a categoria.

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    Há anos, profissionais da indústria — especialmente mulheres — denunciam a falta de representatividade nas grandes premiações. A ausência não se explica pela escassez de obras relevantes dirigidas por mulheres, mas por fatores estruturais, como o viés dos votantes e a desigualdade no acesso a financiamento. Um cenário que também se repete no Brasil.

    Em 2018, durante a 75ª edição do Globo de Ouro, a atriz Natalie Portman escancarou essa realidade ao anunciar os indicados ao prêmio de Melhor Direção como “os indicados, todos homens”. Naquele ano, nenhuma mulher concorria à categoria.

    Mesmo após sucessivas críticas, o padrão se manteve: em 2019 e 2022, novamente não houve diretoras entre os indicados. Ao longo de toda a história do prêmio, apenas 14 mulheres foram lembradas na disputa por Melhor Direção.

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    Onde assistir aos filmes vencedores dirigidos por mulheres

    • Yentl (Barbra Streisand) — disponível para aluguel no Prime Video

    • Nomadland (Chloé Zhao) — disponível no Disney+
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    • Ataque dos Cães (The Power of the Dog, Jane Campion) — disponível na Netflix

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