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Festival une cinema, teatro e literatura centrados na pessoa com deficiência

Acessa BH chega à sua sexta edição com artistas de seis estados e do Reino Unido, em mais de 30 atividades

Por Ana Mércia Brandão 30 ago 2026, 10h00
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Cena do documentário 'Uma em Mil' (Divulgação/divulgação)
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O Festival Acessa BH 2026 começa nesta sexta-feira (4) e segue até 27 de setembro em Belo Horizonte, reunindo artistas de seis estados brasileiros e uma atração internacional do Reino Unido em cerca de 30 atividades, entre espetáculos, performances, sessões de cinema comentadas, oficinas, rodas de conversa e lançamentos de livros.

Esse é o maior evento dedicado à cultura DEF no Brasil – isto é, à produção cultural de pessoas com deficiência a partir de suas vivências. A curadoria de Daniel Vitral e Lais Vitral propõe um recorte da produção contemporânea DEF no Brasil e no exterior, com artistas, companhias e obras que investigam a deficiência como experiência estética, política e artística.

A programação está dividida em seis espaços da capital mineira – Funarte MG, Centro Cultural Unimed-BH Minas, Cine Theatro Brasil, Praça da Liberdade, Teatro Raul Belém Machado e Palácio das Artes. São 18 apresentações de teatro e dança, duas sessões de cinema comentadas, três oficinas, duas rodas de conversa, três bate-papos, dois lançamentos de livros e um dia especial de atividades em parceria com o Memorial Minas Gerais Vale.

Confira os destaques da programação do Acessa BH 2026

A programação inicia com SER(tão), do grupo potiguar Movidos Dança, às 20h, na Funarte. A performance propõe uma releitura contemporânea do sertão nordestino, com trilha que transita entre ritmos como forró, xote e baião e sonoridades eletrônicas.

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Nos dias 10 e 11, às 20h, o Centro Cultural Unimed recebe Baixa Sociedade, texto de Juca de Oliveira dirigido por Pedro Neschling e protagonizado por Luiz Fernando Guimarães, Debora Osório, Paulo Mathias Jr. e Bruna Alves. 

A montagem utiliza a comédia para discutir mobilidade social, ambição e relações de poder. O diretor convive com a deficiência auditiva desde a juventude. No mesmo local no dia 12, às 20h, a dramaturgia autobiográfica de Julia Spadaccini, Surda, dirigida por Debora Lamm e protagonizada por Benedita Casé Zerbini estreia na cidade, seguida de bate-papo com o público.

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A área de cinema inclui a pré-estreia nacional do documentário Uma em Mil, dirigido pelos irmãos Jonatas e Tiago Rubert. Partindo da relação entre os próprios realizadores — Tiago tem síndrome de Down —, o longa premiado no Festival do Rio investiga autonomia, convivência e afeto. Acontece no dia 7, às 19h30, no Cine Theatro Brasil.

Os ingressos são vendidos conforme a regra de cada espaço. Apenas as programações do Centro Cultural Unimed não são gratuitas. A programação completa está em acessabh.com.br.

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