Emicida revela seus livros favoritos e o que está lendo
Durante a FLIN 2026, o rapper falou sobre obras que marcaram sua trajetória e indicou leituras para diferentes momentos da vida
Emicida participou da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026, que terminou neste domingo (16), e deu diversas dicas literárias durante bate-papo com a jornalista Luciana Barreto.
O rapper, que está em turnê com o seu projeto de tributo aos Racionais MC’s, também está promovendo ações de incentivo à leitura nas cidades onde se apresenta. Confira, a seguir, os livros favoritos e outras sugestões de leitura do artista paulistano.
O livro favorito de Emicida
O músico citou a obra Na senzala, uma flor, do autor e professor americano Robert W. Slenes, lançada originalmente em 1999.
“Ele fez a análise de uma carta que um fotógrafo chamado Charles Ribeyrolles (1812-1860) fez quando passou pelo Brasil. Esse cara olhou a vida dos negros na senzala e concluiu que a capacidade intelectual deles era menor porque ele não identificou memórias e nem sonhos dentro da senzala. Slenes fez um livro respondendo à carta, mostrando quão superficial era a análise dele a respeito do povo preto”, explicou Emicida.
Autores que Emicida revisita
O rapper citou o próprio Robert W. Slenes e também Conceição Evaristo. “Encontro com ela e chamo de professora, do tanto que eu leio ela”, disse no bate-papo.
O que Emicida anda lendo
Emicida está lendo o livro Sobre a criatividade, do físico americano David Bohm (1917-1992), publicado em 1998.
“Eu tenho gostado, mas é difícil. Nos últimos anos eu tinha lido outras coisas dele. Ele trabalhava com alguns conceitos de física quântica. E fui muito tocado pela forma como ele fala sobre interpretação da realidade e o poder da mente humana. Fiquei apaixonado”, detalhou o rapper.
Uma leitura fundamental para os mais jovens
Em resposta à jornalista Luciana Barreto, o músico citou a obra Instruções ao Cozinheiro, dos americanos Bernie Glassman (1939-2018) e Rick Fields (1942-1999), publicada em 1996.
“Esse livro fala sobre construir uma vida com propósito. Quando você fala de juventude, a gente fica se perguntando o que vai ser da vida amanhã, com o que trabalhar, no que acreditar. É um livro de cabeceira da minha vida, sempre volto para ele quando as coisas estão difíceis. Está nele talvez uma das analogias mais bonitas que já vi: a nossa vida é uma oferenda, e precisamos preparar e ofertá-la para quem a gente ama”, disse Emicida.