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Emicida revela seus livros favoritos e o que está lendo

Durante a FLIN 2026, o rapper falou sobre obras que marcaram sua trajetória e indicou leituras para diferentes momentos da vida

Por Tomas Novaes 17 ago 2026, 12h46 | Atualizado em 17 ago 2026, 12h46
Homem negro barbudo, de boné vinho e óculos escuros redondos, sorri enquanto segura um microfone com a mão direita tatuada. Ele veste uma jaqueta esportiva azul marinho com listras brancas nos ombros. Ao fundo, pessoas e equipamentos desfocados
Emicida na FLIN 2026: confira as dicas de leitura do rapper (Fernando Cascardo/divulgação)
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Emicida participou da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026, que terminou neste domingo (16), e deu diversas dicas literárias durante bate-papo com a jornalista Luciana Barreto.

O rapper, que está em turnê com o seu projeto de tributo aos Racionais MC’s, também está promovendo ações de incentivo à leitura nas cidades onde se apresenta. Confira, a seguir, os livros favoritos e outras sugestões de leitura do artista paulistano.

O livro favorito de Emicida

O músico citou a obra Na senzala, uma flor, do autor e professor americano Robert W. Slenes, lançada originalmente em 1999.

“Ele fez a análise de uma carta que um fotógrafo chamado Charles Ribeyrolles (1812-1860) fez quando passou pelo Brasil. Esse cara olhou a vida dos negros na senzala e concluiu que a capacidade intelectual deles era menor porque ele não identificou memórias e nem sonhos dentro da senzala. Slenes fez um livro respondendo à carta, mostrando quão superficial era a análise dele a respeito do povo preto”, explicou Emicida.

Capa do livro Na Senzala, Uma Flor de Robert W. Slenes. A imagem central em preto e branco mostra pessoas escravizadas em frente a uma senzala, algumas sentadas, outras deitadas, e uma mulher com um bebê no colo. O título e subtítulo Esperanças e recordações na formação da família escrava estão em vermelho
O livro ‘Na Senzala, uma Flor’: obra de Robert Wayne Andrew Slenes, professor aposentado da Unicamp (Amazon/reprodução)
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Autores que Emicida revisita

O rapper citou o próprio Robert W. Slenes e também Conceição Evaristo. “Encontro com ela e chamo de professora, do tanto que eu leio ela”, disse no bate-papo.

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Conceição Evaristo autora de Canção para ninar menino grande (2018) (Ana Rovati/divulgação)

O que Emicida anda lendo

Emicida está lendo o livro Sobre a criatividade, do físico americano David Bohm (1917-1992), publicado em 1998.

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“Eu tenho gostado, mas é difícil. Nos últimos anos eu tinha lido outras coisas dele. Ele trabalhava com alguns conceitos de física quântica. E fui muito tocado pela forma como ele fala sobre interpretação da realidade e o poder da mente humana. Fiquei apaixonado”, detalhou o rapper.

Capa do livro Sobre a Criatividade de David Bohm, com um motor Stirling em miniatura sobre uma xícara verde. O motor tem uma roda dourada e prateada, e a base preta com detalhes dourados. O fundo é branco, e o logo da Editora Unesp está no canto inferior direito
‘Sobre a criatividade’, do físico americano David Bohm: dica de Emicida (Amazon/reprodução)
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Uma leitura fundamental para os mais jovens

Em resposta à jornalista Luciana Barreto, o músico citou a obra  Instruções ao Cozinheiro, dos americanos Bernie Glassman (1939-2018) e Rick Fields (1942-1999), publicada em 1996.

“Esse livro fala sobre construir uma vida com propósito. Quando você fala de juventude, a gente fica se perguntando o que vai ser da vida amanhã, com o que trabalhar, no que acreditar. É um livro de cabeceira da minha vida, sempre volto para ele quando as coisas estão difíceis. Está nele talvez uma das analogias mais bonitas que já vi: a nossa vida é uma oferenda, e precisamos preparar e ofertá-la para quem a gente ama”, disse Emicida.

Capa do livro Instruções ao Cozinheiro de Bernie Glassman e Rick Fields, com uma tigela branca e dois hashis sobre um fundo preto. Um retângulo vermelho no canto superior direito contém o título e os autores em branco, com a frase Ensinamentos de um mestre zen sobre viver uma vida com sentido
Instruções ao Cozinheiro, dos americanos Bernie Glassman (1939-2018) e Rick Fields (1942-1999) (Amazon/reprodução)
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