Fim de semana na Flip 2026: 8 programações paralelas imperdíveis
Angela Davis, Ana Maria Gonçalves, Valter Hugo Mãe e mais passam pela 24ª edição do festival literário em seus últimos dois dias
A Flip 2026 está chegando ao fim, mas ainda tem muitas programações para acontecer. A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty ocorre até este domingo (26), com uma centena de eventos espalhados pelo centro histórico de Paraty.
O programa principal ainda recebe oito mesas literárias, com ingressos já esgotados. Quem deseja assistir pode conferir pela transmissão ao vivo no telão do Auditório da Praça. Mas, para quem busca alternativas tão boas quanto, a Bravo! reuniu X programações paralelas da Flip, entre o programa Flip+ e as casas parceiras, que ocorrem no sábado (25) ou no domingo. Confira.
Ana Maria Gonçalves e Eliana Alves Cruz, sáb. (25), às 11h, na Casa Record
Na mesa “Brasil no Valongo”, mediada por Aza Njeri, as duas escritoras conversam sobre seus trabalhos. Ana Maria Gonçalves, escritora do sucesso Um Defeito de Cor, se tornou, em 2025, a primeira mulher negra eleita imortal da ABL.
Eliana Alves Cruz venceu o Romance do Ano 2026 pela ABL, por Meridiana (Companhia das Letras, 2025), sobre o processo de ascensão social de uma família negra.
Poesia exemplar: Orides e Brecht, sáb. (25), às 12h, na Casa da Cultura
A mesa “Poesia exemplar: Orides e Brecht” celebra a homenageada desta edição, a poeta Orides Fontela.
O professor e tradutor Tércio Redondo, especializado na obra de Brecht, e o crítico, professor e poeta Ivan Marques conversam sobre a admiração que Orides Fontela declarava pela poesia brechtiana, que chegou a denominar como “poesia exemplar”.
A mesa também tem a participação do editor Paulo Pompermayer e celebra os lançamentos de Conversas: escritos e entrevistas de Orides Fontela (Hedra, 2026), e Textos Políticos (Hedra, 2026), de Bertold Brecht, traduzido por Tércio Redondo.
Clarice, sempre, sáb. (25), às 12h, na Caixa de Histórias
Maria Homem, Amara Moira e Taty Leite conversam sobre o legado e a literatura de Clarice Lispector (1920-1977), com mediação de Mariana Delfini.
Andrea del Fuego e Michel Alcoforado, sáb. (25), às 15h, na Casa Fundação Itaú + TV Cultura
A mesa “Processos criativos – Tradução e Traição” reúne dois dos escritores de maior sucesso da literatura brasileira recente, Andrea del Fuego e Michel Alcoforado, com mediação de Adriana Ferreira Silva
O encontro celebra o mistério por trás dos processos criativos, que são, na arquitetura das palavras, os caminhos por onde as histórias se transformam.
Leda Maria Martins, sáb. (25), às 17h, na Casa Fundação Itaú + TV Cultura
A poeta, ensaísta, acadêmica e dramaturga Leda Maria Martins faz uma leitura comentada de seu livro A Fina Lâmina da Palavra (Cobogó, 2025), com mediação de Galiana Brasil.
No livro de ensaios, Leda apresenta o que descreve como “exercícios de pensamentos” sobre temas que lhe são prazerosos e instigantes objetos de reflexão, entre eles a literatura de Machado de Assis e o teatro moderno de Nelson Rodrigues com Senhora dos Afogados.
Angela Davis, sáb. (25), às 18h, no Sesc Caborê
A pensadora americana Angela Davis vai a Paraty para o encontro “América e África: uma conversa Atlântica”, com mediação de Flávia Oliveira, em que irá compartilhar reflexões sobre os caminhos da liberdade a partir de suas vivências, que atravessam a literatura, a reflexão crítica, a sala de aula e a vida pública.
O romancista nigeriano Wole Soyinka também participaria do debate, mas ficou impossibilitado de vir ao Brasil devido a problemas de saúde.
Os ingressos para assistir a Davis de dentro da tenda montada para receber 700 pessoas estão esgotados, mas a programação será transmitida em telões instalados na área externa da Casa Sesc.
Valter Hugo Mãe, dom. (26), às 10h, na Casa de Arquitetura
O escritor português Valter Hugo Mãe encerra sua participação na Flip 2026 na mesa “Todos os séculos para a cultura”, programação da Flip+ com a Casa de Arquitetura.
Ele conversa com Fernando Rocha sobre aquilo que nos alicerça, nos liga e nos devolve, mesmo em silêncio, ao que ainda somos capazes de ser, a partir da pergunta: que lugar ocupa a cultura na vida coletiva, quando tudo à volta parece empurrar-nos para o ruído e para a pressa?
Futebol, políticas e paixões, dom. (26), às 12h, na Casa da Cultura
Com a Copa do Mundo ainda ecoando, e diante da preparação do Brasil para receber o Mundial Feminino em 2027, Milly Lacombe e Jamil Chade lançam um debate sobre o papel do futebol na construção da identidade e do afeto e sobre sua transformação em um espelho da economia global.
Lacombe e Jamil lançam ainda A Terra é Redonda (Nós), um diálogo que usa o futebol para lidar com a realidade do racismo, da misoginia e da corrupção.