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Quem é quem na lista da Fuvest 2027: 9 autoras que você precisa ler

Obras de escritoras como Clarice Lispector, Rachel de Queiroz e Conceição Evaristo estão na lista; veja as sinopses e onde encontrar os títulos

Por Tomas Novaes 13 out 2026, 18h17 | Atualizado em 13 out 2026, 18h18
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Fuvest 2027: obra de Conceição Evaristo está na lista de leituras obrigatórias (Richner Allan/acervo rede Abril)
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O vestibular 2027 da Fuvest está chegando, com a 1a fase no dia 1º de novembro e a 2ª nos dias 6 e 7 de dezembro.

Além do conteúdo programático, há nove livros de leitura obrigatória. A lista sofreu alterações em relação a 2026, mantendo apenas autoras mulheres.

Confira as sinopses de todas as obras abaixo.

Confira a lista de leituras obrigatórias da Fuvest 2027

Opúsculo Humanitário (1853) – Nísia Floresta

A escritora e educadora potiguar Nísia Floresta (1810–1885), pioneira do pensamento feminista brasileiro, defende a educação das mulheres e critica as desigualdades sociais do século XIX. A obra reúne 62 artigos da autora, incluindo reflexões sobre a condição feminina, a escravidão e o tratamento dado aos povos indígenas.

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O livro completo está disponível gratuitamente para download no site da Biblioteca do Senado.

Capa de livro rosa com título ESCRITORAS do BRASIL em branco. À direita, um retângulo laranja com OPÚSCULO HUMANITÁRIO, 3ª edição e Nísia Floresta. Abaixo, uma pena e um tinteiro dourados. No canto inferior direito, SENADO FEDERAL
‘Opúsculo Humanitário’, com artigos de Nísia Floresta: disponível gratuitamente na Biblioteca do Senado (Reprodução/reprodução)
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Nebulosas (1872) – Narcisa Amália

Único livro publicado pela poeta, jornalista e professora fluminense Narcisa Amália (1852–1924), a coletânea reúne 44 poemas de temática variada. Os versos abordam o amor, a natureza, a espiritualidade e questões sociais e políticas.

O livro ganhou edição do selo Penguin-Companhia das Letras em 2024 (224 págs., R$ 59,90), à venda no site da editora.

Capa do livro Nebulosas de Narcisa Amália, da editora Penguin & Companhia das Letras. A capa é laranja com uma faixa central bege, onde estão o nome da autora e o título em preto. Abaixo, o logotipo de um pinguim preto e branco. A palavra POESIA aparece verticalmente nas laterais da faixa bege
‘Nebulosas’, de Narcisa Amália: poemas líricos, políticos e sociais (Divulgação/divulgação)
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Memórias de Martha (1899) – Julia Lopes de Almeida

Narrado em primeira pessoa, o romance acompanha a trajetória de Martha, da infância à vida adulta, marcada pela pobreza e pelas dificuldades enfrentadas ao lado da mãe. A escritora carioca Júlia Lopes de Almeida (1862–1934) é uma das principais vozes femininas da literatura brasileira do período.

A obra ganhou edição da editora Janela Amarela em 2021 (118 págs., R$ 37,71), disponível na Amazon.

Capa do livro Memórias de Martha de Julia Lopes de Almeida, com fundo amarelo texturizado e borda decorada. No centro, ilustração em marrom de um ferro de passar roupa antigo com fumaça saindo, e abaixo o logo da editora Janela Amarela
‘Memórias de Martha’, de Julia Lopes de Almeida: biografia ficcional (Divulgação/divulgação)
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Caminho de pedras (1937) – Rachel de Queiroz

Ambientada em Fortaleza, a narrativa acompanha Noemi, que se envolve com a militância de esquerda e vive um relacionamento amoroso em meio às tensões políticas da época. A escritora cearense Rachel de Queiroz (1910–2003) foi a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 1977.

O livro foi lançado em 2024 pela editora José Olympio (176 págs., R$ 59,90), da Record.

Capa de livro vermelha com ilustração em traços pretos de um rosto feminino sério. Título CAMINHO DE PEDRAS em amarelo e nome da autora RACHEL DE QUEIROZ em branco, na vertical. Logotipo da editora José Olympio no canto inferior esquerdo
‘Caminho de pedras’, de Rachel de Queiroz: romance de 1937 (Divulgação/divulgação)
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A paixão segundo G. H. (1964) – Clarice Lispector

Após encontrar uma barata no quarto de sua empregada, a escultora G. H. mergulha em uma experiência perturbadora que abala suas certezas sobre identidade, existência e humanidade. Nascida na Ucrânia e criada no Brasil desde a infância, Clarice Lispector (1920–1977) tornou-se uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira.

A edição mais recente foi lançada em 2020 pela Editora Rocco (192 págs., R$ 59,90).

Capa do livro A Paixão Segundo G.H. de Clarice Lispector. A arte abstrata tem tons terrosos, com um círculo preto central, formas geométricas em bege, verde e rosa. O nome Clarice está em letras grandes pretas e bege, Lispector em preto menor, e A Paixão Segundo G.H. em branco. O logo Rocco aparece no canto inferior direito
Clássico de Clarice Lispector: ‘A Paixão Segundo G.H.’ na lista da Fuvest 2027 (Rocco/divulgação)

Geografia (1967) – Sophia de Mello Breyner Andresen

A coletânea reúne poemas que exploram a relação entre o ser humano e o mundo, com imagens do mar, da natureza, das cidades e de lugares que evocam memória e pertencimento. Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004) foi uma poeta portuguesa nascida no Porto.

O livro ganhou uma edição de bolso pela Companhia das Letras em 2024 (112 págs., R$ 59,90), incluindo também o livro O Cristo Cigano.

Capa do livro O Cristo Cigano Geografia de Sophia de Mello Breyner Andresen, com fundo vermelho e ilustrações de palmeiras e mar em tons de laranja e roxo
‘O Cristo cigano e Geografia’: edição de bolso da Companhia das Letras inclui dois livros de Sophia de Mello Breyner Andresen (Companhia das Letras/divulgação)

Balada de amor ao vento (1990) – Paulina Chiziane

Ambientado em Moçambique, o romance acompanha Sarnau e os conflitos amorosos, familiares e sociais que atravessam sua vida, expondo as tensões entre tradição, casamento, desejo e autonomia feminina. Paulina Chiziane, nascida em 1955, é uma escritora moçambicana e a primeira mulher a publicar um romance em seu país.

Livro ganhou uma edição em 2022 pela Companhia das Letras (176 págs., R$ 79,90).

Capa do livro Balada de Amor ao Vento de Paulina Chiziane, com título em letras brancas grandes e fundo de faixas coloridas sobre roxo, e o logo da Companhia das Letras
‘Balada de amor ao vento’ (1990): livro de Paulina Chiziane (Companhia das Letras/divulgação)

Canção para ninar menino grande (2018) – Conceição Evaristo

A narrativa acompanha Fio Jasmim, um homem negro cuja vida afetiva é marcada por relações com diferentes mulheres, revelando as consequências do machismo e das expectativas impostas à masculinidade. Conceição Evaristo, nascida em Belo Horizonte em 1946, é escritora, poeta e professora, referência da literatura afro-brasileira.

Romance ganhou edição da Editora Pallas em 2022 (136 págs., R$ 42,00).

Capa do livro Canção para Ninar Menino Grande de Conceição Evaristo. A ilustração mostra um homem negro de terno vermelho e sapatos rosas, segurando uma flor branca. Ele está sentado em uma mesa de cabeceira escura, com um espelho refletindo sua imagem. Ao fundo, uma porta aberta revela outro quadro com uma figura similar. O ambiente tem tons terrosos e dourados
‘Canção para ninar menino grande’: livro de Conceição Evaristo (Divulgação/divulgação)

A visão das plantas (2019) – Djaimilia Pereira de Almeida

O livro acompanha o retorno de Celestino, antigo capitão de um navio negreiro, à casa onde passa a cuidar de um jardim, enquanto o passado de violência e escravidão permanece à sua volta. Nascida em Luanda, Angola, em 1982, e criada em Portugal, Djaimilia Pereira de Almeida é escritora e ensaísta. 

Livro ganhou edição em 2021 pela Todavia (88 págs., R$ 72,90).

Capa do livro A Visão das Plantas de Djaimilia Pereira de Almeida, com fundo preto e ilustrações coloridas abstratas: figuras humanas, casas, um olho, uma estrela e uma romã. Um selo amarelo indica Leitura Obrigatória FUVEST
‘A Visão das Plantas’: livro de Djaimilia Pereira de Almeida (Divulgação/divulgação)
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