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Graciliano Ramos ganha nova biografia pela Companhia das Letras

Livro de Wander Melo Miranda revisita a trajetória do autor de 'Vidas Secas' e 'São Bernardo' a partir de cartas, entrevistas e memórias familiares

Por Tomas Novaes 10 ago 2026, 13h12
Homem de óculos e terno escuro, com cabelo penteado para trás, segura um cigarro entre os dedos, olhando para baixo com expressão pensativa. Ao fundo, uma estante com livros.
O escritor Graciliano Ramos (1892-1953): nova biografia  (Biblioteca Nacional/reprodução)
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Graciliano Ramos (1892-1953) ganha nesta terça-feira (11) uma nova biografia pela Companhia das Letras, escrita por Wander Melo Miranda.

O livro Graciliano Ramos: Vida e obra (2026, R$ 119,90) acompanha toda a trajetória do autor alagoano, nome incontornável da literatura brasileira por obras como Vidas Secas, São Bernardo, Angústia e Memórias do Cárcere.

Com 400 páginas e capa assinada por Vitor Burton, o lançamento mergulha na história do escritor, que foi revisor, professor, jornalista e prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, em Alagoas.

Cartas, entrevistas e memórias familiares alimentaram a pesquisa do biógrafo, que é crítico literário, tradutor e professor da Faculdade de Letras da UFMG.

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Como comprar?

A nova biografia de Graciliano Ramos está à venda no site companhiadasletras.com.br, no valor de R$ 119,90 (o livro físico). O lançamento oficial acontece nesta terça-feira (11).

Vidas Secas, um clássico brasileiro

Uma família de retirantes se lança contra o sertão nordestino em busca de uma vida melhor na cidade grande. Tal destino, que poderia se tornar um drama de apelo emocional imediato, recebeu de Graciliano Ramos (1892-1953), alagoano da cidade de Quebrangulo, o tratamento literário que o tornou o maior prosador do regionalismo da chamada Geração de 30 do modernismo brasileiro.

Seus personagens, Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos (“o menino mais novo” e “o menino mais velho”), a cachorra Baleia e um papagaio, são caracterizados como criaturas em constante embate com o meio, hostil e degradante.

Dividido em 13 capítulos independentes, que não apresentam ligação formal entre si, apenas temática, Vidas Secas (1938) chegou a ser chamado por Rubem Braga de “romance desmontável”. Assim, há capítulos intitulados Mudança, Cadeia, Festa, O Soldado Amarelo, O Mundo Coberto de Penas.

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Graciliano começou a conceber o livro depois de escrever Baleia, inicialmente um conto publicado em jornal, que foi bem recebido. Leia a resenha completa de Vidas Secas neste link.

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