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Benito di Paula (1941-2026): relembre a trajetória do grande cantor e pianista

Compositor de ‘Retalhos de Cetim’ marcou a música brasileira ao unir samba, jazz e MPB

Por Ana Mércia Brandão 19 out 2026, 11h56
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Benito di Paula em sua casa, no Morumbi (Lucas Lima/acervo rede Abril)
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O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Há cerca de um ano o artista lutava contra um câncer de próstata. No final da tarde de domingo, ele sentiu-se mal e foi levado ao Hospital Nove de Julho, na capital paulista, mas não resistiu.

O velório será aberto ao público e acontece nesta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo. O sepultamento está marcado para às 17h, no Cemitério Morumby, e será restrito aos familiares.

Com o nome de batismo Uday Veloso, Benito di Paula nasceu em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Parte de uma família musical, ele desenvolveu desde cedo sua relação com os instrumentos e com a canção popular, tendo começado ainda jovem como crooner nas casas noturnas do Rio de Janeiro.

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Benito Di Paula em 1975 (Paulo Salomão/acervo rede Abril)
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Morou em Santos, no litoral paulista, até se estabelecer em São Paulo, cidade que foi berço do desenvolvimento de sua carreira musical. Foi na noite paulistana que consolidou sua identidade artística e conquistou o público com uma maneira própria de cantar e tocar samba ao piano.

Na década de 70 assinou com a gravadora Copacabana e, logo depois, em 1973, lançou sua música de maior projeção nacional: Retalhos de Cetim, um marco da música brasileira até hoje. Ela representa bem como Benito era singular. Sua obra dialogava com o samba tradicional, a canção romântica e elementos do jazz, sem deixar de se conectar com o público.

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Outros sucessos do compositor incluem Charlie Brown, Mulher Brasileira, Do Jeito Que a Vida Quer e Ah! Como eu Amei. Suas músicas foram gravadas por artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia e Alcione.

O artista completaria 85 anos no dia 28 de novembro e teve a carreira celebrada no espetáculo Benito 85, idealizado por seu filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo. Na ocasião – um show na Casa Natura Musical, em São Paulo, que virou álbum homônimo lançado nas plataformas digitais – Benito fez sua última aparição pública, em 31 de julho deste ano.

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Seus últimos anos de vida ficaram marcados pelo aprofundamento da parceria com o filho Rodrigo. Juntos, lançaram o projeto O Infalível Zen, em 2021, aproximando a experiência musical do pai de outras referências estéticas e de uma perspectiva contemporânea.

Em 2025, Benito foi samba-enredo da escola de samba Águia de Ouro. Ele deixa dois filhos, Rodrigo e Thiago Vellozo, e duas netas.

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