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Ed Sheeran, Macklemore e Palestina: entenda a polêmica

Declarações durante shows de abertura desencadearam crise envolvendo artistas e proprietários de estádios

Por Tomas Novaes 18 set 2026, 08h00
Cantor Ed Sheeran com cabelo ruivo e olhos azuis, sorrindo e fazendo um quadrado com as mãos em frente ao rosto, vestindo um moletom camuflado, contra um fundo rosa
O cantor e compositor britânico Ed Sheeran: crise na carreira (Petros Studio/divulgação)
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Ed Sheeran está envolvido em uma polêmica envolvendo o conflito entre Israel e Palestina e a etapa americana da sua turnê Loop Tour.

Tudo começou no dia 4 de setembro, quando o rapper americano Macklemore fez sua primeira apresentação de abertura da turnê, que tem formato similar a um festival, com diferentes artistas subindo ao palco antes de Ed.

Durante o show, o artista fez falas pró-Palestina ao apresentar a música de protesto Hind’s Hall. “Grande parte do motivo pelo qual eu quis fazer esta turnê, para começar, foi para poder subir ao palco em estádios como este e dizer duas palavras que são muito próximas e queridas ao meu coração: Palestina livre.”

No dia seguinte, ele repetiu a ação e também declarou: “A todos os meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid e ser contra o genocídio de forma alguma é uma crítica a vocês.”

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As falas repercutiram nas redes sociais, com pedidos para o artista ser retirado da turnê, inclusive da cantora americana Pink. O cancelamento da participação do rapper nos demais oito shows previstos foi anunciado pelo próprio nesta segunda-feira (14), em um longo texto publicado nas redes sociais.

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Macklemore afirmou em nota que diversos proprietários de estádios onde Ed Sheeran fará shows deram um “ultimato” ao cantor para que o rapper fosse desligado da turnê. “Ed estava em uma situação complicada. Ele sabia disso. Sua postura política habitual, de não tomar partido, estava sendo desafiada como nunca antes. Ele me disse que as palavras ‘Palestina livre’ e a imagem da bandeira palestina foram dolorosas para muitas pessoas”, explicou.

Ed também publicou uma nota, no dia seguinte, dizendo que tentou dialogar com os empresários, mas a decisão pelo “ultimato” era final. “A decisão de tirar Macklemore da turnê foi da produtora, não minha. O contrato para a turnê era com a produtora, não comigo”, declarou.

O artista ruivo também falou da sua postura sobre temas políticos. “Não sou cúmplice, tenho minhas visões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque eu escolho não torná-las públicas, não significa que eu não as tenho ou que não me importo. (…) Tem uma razão pela qual eu não uso minha plataforma profissional para política: minha audiência inclui jovens e crianças, de todos os contextos. Aqueles que vêm ao meus shows não esperam uma assembleia política”, publicou.

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Horas após a postagem de Ed, os demais artistas escalados para os shows de abertura da turnê cancelaram suas participações, em apoio a Macklemore.

Aaron Rowe, Finneas, Lukas Graham e a banda Beoga se desligaram da turnê. “Artistas não devem ser silenciados quando dão voz aos oprimidos”, declarou Finneas.

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Os próximos shows de Ed nos Estados Unidos acontecem nos dias 19, 25 e 26, e depois seguem até novembro. Nos últimos meses do ano, o artista está com datas marcadas na América Latina, incluindo duas noites em São Paulo, nos dias 5 6 de dezembro.

Até o momento, as datas seguem confirmadas, e não foram anunciados novos artistas para os shows de abertura em solo americano.

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