Avatar do usuário logado
Usuário

A nova etapa de vida de Luedji Luna — e o desejo de fazer mais cinema

Cantora baiana de 39 anos preza pela saúde e família após maratona profissional que lhe rendeu o Grammy Latino

Por Mattheus Goto 14 jun 2026, 16h52 | Atualizado em 15 jun 2026, 01h57
Mulher negra sorridente, com cabelo cacheado, boné preto escrito UM MAR PRA CHAMAR, óculos escuros e blazer branco, sentada com as mãos cruzadas. Ao fundo, um painel digital com o logo da Gucci repetido
Luedji Luna no Rio2C (Rio2C/divulgação)
Continua após publicidade
A nova etapa de vida de Luedji Luna — e o desejo de fazer mais cinema Priorizar nos meus resultados Google

Quando a cantora Luedji Luna subiu ao palco do Rio2C para uma palestra no último dia 29, era evidente que, em sua constante metamorfose, a artista baiana de 39 anos chegou a um novo momento de vida. A palavra que ela usa para definir a etapa é: tranquilidade. É uma mudança total de cenário após uma maratona profissional bem-sucedida nos últimos anos.

Em 2025, Luedji lançou dois álbuns de estúdio inéditos em sequência: Um Mar Pra Cada Um, em maio, e Antes Que a Terra Acabe, lançado de surpresa poucas semanas depois. Os projetos encerraram uma trilogia aquática iniciada em 2020 e o primeiro rendeu a ela o Grammy Latino em 2025.

“Por um tempo, o trabalho se tornou um peso, eu estava em um ritmo e formato que não estava feliz e não estava me fazendo bem”, ela afirma. “Hoje, estou feliz com o que levo pro palco, o formato que chegamos de shows, me sinto à vontade nos looks. Estou trabalhando muito, claro, mas estou feliz e tranquila, leve. Tendo a colocar mais limites hoje em dia. Minha prioridade é minha saúde e momentos de qualidade com a minha família.”

Sobre os limites, a cantora conta que não lota mais a agenda com compromissos profissionais ou, se acontece de lotar, pelo menos tira alguns dias de respiro depois das semanas agitadas. “Eu quero estar próxima da minha família, preciso respirar. Sem isso, não tenho saúde. Não tenho inspiração. E não crio minha arte.”

O que pauta hoje a escrita de Luedji é o cotidiano. Depois de anos se dedicando ao amor e a assuntos mais filosóficos, como o divino e o afeto, a rotina tem sido o objeto mais precioso de estudo. “Minha escrita vem do dia a dia, dos acontecimentos cotidianos. Sobre emoções, sobre sentir.”

Continua após a publicidade

No ano passado, estreou o primeiro trabalho da artista como atriz, o filme A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert. A carreira no cinema é um caminho que não só lhe satisfaz como é um desejo. “Com certeza, estou superaberta”, ela responde, sobre a vontade de atuar novamente.

Luedji acaba de lançar o álbum Acústico Luedji Luna, que mistura releituras e faixas inéditas. Os visuais para o trabalho foram gravados no Cine Copan, que está sendo reformado, com previsão de abertura para 2027, e recebe por ora a peça Hamlet: Sonhos que Virão.

O espaço deu a ambientação necessária para sintetizar a estética e o estilo do momento da artista. “A estética minimalista, mas entre ruínas, deu todo o sentido que eu procurava: algo intimista, que dê para absorver também as composições, sentir as letras”, explica.

Publicidade